Capa - No concreto do Rio, pneus terão papel primordial

No concreto do Rio, pneus terão papel primordial

5 abr 2022

Criada no final dos anos 1970, a Stock Car Pro Series atravessou diversas eras do automobilismo nacional. A Pirelli faz parte dessa história desde o início. Dos Opalas guiados por Ingo Hoffmann e Paulo Gomes, passando pelos Omegas da década de 1990 com Chico Serra, chegando aos modelos atuais, a categoria se reinventou para seguir relevante. Neste fim de semana, mais uma fase dessa evolução se materializará, com o aguardado retorno ao Rio de Janeiro: o GP do Galeão, em 10 de abril.

 

Depois de duas etapas realizadas, em Interlagos e em Goiânia, a Stock Car Pro Series desembarca, literalmente, em um lugar acostumado a receber muitos visitantes. O Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido também como RIOgaleão, marcará a estreia de uma categoria de automobilismo em uma pista de aeroporto comercial no Brasil. A 3ª etapa do campeonato significa também a tão esperada volta à capital carioca, que não recebe a Stock desde 2012, no extinto Autódromo de Jacarepaguá.

 

Em uma pista que promete ser bastante rápida, com direito a um piso de concreto, os pilotos terão uma experiência inédita na Stock Car Pro Series. A Pirelli, acostumada a desafios, levará ao Galeão seus produtos consolidados na categoria, com o Cinturato, para piso molhado, e o P Zero, para pista seca. Ambos fabricados em lote único na planta de Izmit, na Turquia, local de fabricação dos pneus para as principais competições de GT do mundo, além de ser a planta de backup da Fórmula 1.

 

“O GP do Galeão trará uma nova experiência para a Pirelli no Brasil, com os pilotos acelerando em uma pista de aeroporto, toda pavimentada em concreto. A perspectiva, se compararmos a uma pista tradicional de asfalto, é que haja menos aquecimento dos pneus, porém nada que interfira de maneira acentuada na aderência. Outro ponto de atenção será a abrasividade do pavimento, que será acompanhado muito de perto pela Pirelli durante todo o final de semana. Por ser um circuito de sentido horário, existe uma grande tendência de que o lado esquerdo dos carros seja o mais afetado pela degradação, com destaque ao pneu traseiro esquerdo”, diz Fabio Magliano, gerente de produtos Car e Motorsport da Pirelli para a América Latina.

 

A pista do GP do Galeão é plana, com curvas quase sem inclinações. São sete ao todo, seis para a direita e apenas uma para a esquerda. Com 3.226m de extensão, o traçado é amplo na largura, podendo chegar aos 45m em trecho específico. “Em recente ação promocional, o carro da Stock Car Pro Series alcançou mais de 260 km/h no Galeão, fazendo da pista carioca a de maior velocidade pontual do calendário. Há, ao menos, dois pontos de freada forte, o que irá gerar um esforço a mais nos pneus durante a prova”, finalizou Magliano.